“…
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silencio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo
Onde tudo é grave e unico. e me mantive quieta e muda
…”

Viviane Mosé…

Toledo - MG… um refúgio… 

Toledo - MG… um refúgio… 

Quanta saudades sentirei dos seus pensamentos, tão pequenos em certos momentos, mas sempre tão completos.. 

 

Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade.

Saramago

Encosto a cabeça no banco, apanho um cigarro e trago longamente. Eis depois que solto a fumaça de um jeito que não sei se é sopro ou suspiro

Caio Fernando Abreu

Sentado numa árvore-anfiteatro,com chapéus de acúcar aglomeradoe fatos de chocolate consistente,estava um exército de meninos amarelos
[…]
As folhas das árvoresnos melhores vestidos de outonodançavamcom sapatos de algodão docee sonhavam casar com o ventoque lhes servia de par.

Sentado numa árvore-anfiteatro,
com chapéus de acúcar aglomerado
e fatos de chocolate consistente,
estava um exército de meninos amarelos

[…]

As folhas das árvores
nos melhores vestidos de outono
dançavam
com sapatos de algodão doce
e sonhavam casar com o vento
que lhes servia de par.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras…

Mário Quintana (via anasasso)

às vezes é preciso recolher-se. o coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. é um começo de sabedoria, e dói. dói controlar o pensamento (…) entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silêncio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos.

lya luft (via dezenove) (via confusaointerna) (via vanroses) (via anasasso)

Bem vinda à Era da Falta de Inocência. (…) Ninguém toma café no Tiffany’s e ninguém tem casos memoráveis - em vez disso precisamos tomar café às 7 da manhã e temos casos que tentamos esquecer o mais rápido possível.

(…) A autoproteção e a barganha vêm acima de qualquer outra coisa. Cupido tomou chá de sumiço.

Quando foi a última vez que você ouviu alguém dizer: “Eu te amo!” sem depois completar com o inevitável (embora não dito) “como amiga”? Quando foi a última vez que viu duas pessoas entreolhando-se com ardor sem pensar “Me engana que eu gosto…”? Quando foi a última vez que ouviu alguém anunciar: “Estou loucamente apaixonado”, sem pensar: “Espera só até a manhã de segunda-feira…”?
Ainda se transa muito (…) mas só se transa para ter amigos e fechar contratos, não para se ter um romance. Hoje em dia, todos têm amigos e colegas; ninguém tem namorados, mesmo, para valer - mesmo se tiverem dormido juntos.

Candace Bushnell, em Sex and the City. (via anasasso)

[…]
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
[…]

__ John Donne

You were like one of those guysThe kind with a wandering eye

You were like one of those guys
The kind with a wandering eye