Como bem disse Rafael Cortez sobre o episodio da aluna da Uniban: “Começou motivada por um ou outro covarde preconceituoso e, como era de se esperar em atos covardes, encontrou na comodidade do anonimato de quem só tem força no meio da multidão, uma forma de se propagar estupidamente.

As massas são cegas, já sabemos. É no meio da galera que se esconde o cara que joga uma pedra no outro dentro de um estádio de futebol lotado. Camuflados entre os comparsas, agem os mais fracos – os que intimidam só pq se apegam ao bando para serem homens de verdade. É na comodidade das milhares de pessoas virtuais anônimas, e acobertadas por outras do mesmo tipo, que molestam os pedófilos, atacam os inquisitores e “cagam-regra” os mais fracos; os bundões de verdade.”

Esse falso moralismo que vemos todos os dias, nos fatos mais corriqueiros é algo que nos persegue a muito tempo. Bem que minha vó diz: quem mais aponta o dedo, quem mais critica, é quem tem o rabo mais preso. muito esperta essa senhora de 91 anos de pura lucidez.

Voltando ao falso moralismo, quem nunca usou um vestido curto? uma minissaia? um decote? Os homens que andam na rua sem camisa não são acusados de provocação. Por que? Porque as mulheres (sim, as mulheres, afinal elas incentivaram esse machismo descabido e estúpido, que gerou esse problema todo na Uniban) continuam mantendo as relações de submissão perante as regras da sociedade burguesa (sim, a familia e as regras da nossa sociedade surgiram junto da mudança da ordem economica, afim de preservar a riqueza do homem). Mas que o mais me revolta é o proprio machismo.  A falta de respeito pela equidade entre homens e mulheres, sim, eu sei, homens e mulheres são muito diferentes, mas essa diferença não quer dizer desigualdade. Alias, as diferenças, onde quer que elas existam, e é muuito bom que elas existam, impulsionam as grandes sacadas que vemos por ai. O dinamismo dentro das relações é o grande propulsor de ideias, mudanças e avanços.

Lendo o blog do Oscar Filho pude entender o outro ponto que tanto me incomodou nesse episodio. o local onde tudo isso ocorreu. Quando pensamos numa universidade, (meus problemas com o ensino brasileiro eu exponho depois, vamos manter o foco, certo?!) pensamos numa instituição de ensino, onde o estudante se forma profissionalmente e tem, concomitante a isso, um crescimento e amadurecimento pessoal. Esperamos que as pessoas desenvolvam um senso critico. Saibam ver as coisas que acontecem de forma racional.

Aparentemete, as universidades brasileiras continuam ensinando apenas as materias tecnicas, afinal pensar cansa muito. Mudar a sociedade e a ideologia atrasada a qual estamos submetidos, dá trabalho de mais e retorno ($) de menos.

“Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.” Rosa Luxemburgo.

p.s. deixo aqui meu agradecimento ao homem que me ajudou a escrever tudo isso. =D

2 years ago